África e Africanidades

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Espaço destinado a reflexão, discussão e divulgação de temáticas africanas e afro-brasileiras.

Bibliografia – Livros Didáticos

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DREGUER, Ricardo e Toledo, Eliete. História: cotidiano e mentalidades, 7ª. São Paulo: Atual, 2000.

MACEDO, José Rivair e Oliveira, Mariley W. Brasil: uma história em construção, vol. 3. São Paulo: Editora do Brasil, 1996.

SCHMIDT, Mario. Nova História Crítica, 6ª série. São Paulo: Nova Geração, 1999. (Incluído o Manual)

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano. São Paulo: Ática, 2006.

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Bibliografia – Ensino de História da África

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CUNHA, Henrique Cunha Jr. “O ensino da História Africana”. In Historianet, www.historianet.com.br.

LIMA, Mônica. “A África na Sala de Aula”. In Nossa Historia, ano 1, n° 4, fevereiro de 2004, pp. 84-86.

_____. Fazendo soar os tambores: o ensino de História da África e dos Africanos no Brasil. Comunicação apresentada na II Jornada África-Brasil. Brasília, 2003.

MATTOS, Hebe Maria. “O Ensino de História e a luta contra a discriminação racial no Brasil”. In Martha Abreu e Rachel Soihet, Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro, Casa da Palavra; FAPERJ, pp. 127-136, 2003.

OLIVA, A. R. “A África, o imaginário Ocidental e os livros didáticos”. In PANTOJA, Selma e ROCHA, Maria José (orgs.). Rompendo Silêncios: História da África nos currículos da educação Básica. Brasília: DP Comunicações, 2004.

_____. “A África, o imaginário Ocidental e os manuais escolares: Representações e imprecisões sobre os africanos nos livros de História em Angola, Portugal e no Brasil.” In Anais do VII Congresso Nacional da Associação Latino-Americana de Estudos Afro-Asiáticos do Brasil. Brasília: UnB, 2004.

_____. “A História da África nos Bancos Escolares: representações e imprecisões na literatura didática”. Revista Estudos Afro-Asiáticos, ano 25, n° 3, set./dez. 2003, pp. 421-462.

RIBEIRO, Ronilda. “Ação educacional na construção do novo imaginário infantil sobre a África”. In MUNANGA, Kabenguele (org.). Estratégias e políticas de combate à discriminação racial. São Paulo: EDUSP; Estação Ciência, 1996, pp. 167-176.

SILVA, Petronilha Beatriz. “Africanidades brasileiras”. In Revista do Professor, Porto Alegre, 19 (73), jan./mar. 2003, pp. 26-30.

TEDESCO, Maria do Carmo Ferraz. A África só produz escravos?

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Continente africano: Povos e Línguas *

        As populações que habitam o norte e o nordeste do continente (também denominado Chifre da África) falam as línguas do grupo camito-semítico ou afro-asiático. Atualmente, predominam na região o árabe, o berbere e as línguas semíticas, também faladas no Chifre. Povos autóctones da região da magrebina, os berberes, atualmente constituem apenas um quarto da população. Os arabo-berberes ficaram ao longo da história conhecidos como os mouros na península ibérica, que invadiram no século VII e colonizaram por mais de cinco séculos.

        A região do Saara até os dias atuais é uma área de cruzamento entre populações oriundas do norte e as vizinhas da África Subsaariana, conhecida no tempo colonial como África Negra. Nessa região podemos destacar quatro grandes grupos:


a) Pigmeus: constitui o grupo mais antigo, embora o menor, sendo cerca de 150 mil que habitam da floresta equatorial, dos Camarões ao Congo-Zaire;

b) Khoisan: encontram-se na Namíbia, no Botsuana e na África do sul. São conhecidos comumente como bosquímanos e habitam, sobretudo o deserto do Calaári como nômades caçadores;

c) Sar ou Hotentotes: população pastoril de aproximadamente 200 mil pessoas. Diferentes dos pigmeus, não são considerados negróides;

d) Negróides: constituem cerca de 70% da população do continente. Podem ser divididos em três grupos lingüísticos:


1) Nilóticos: Habitam a região nilótica do continente;

2) Sudaneses: Predominam em todo o território oeste africano, chamado pelos árabes de Sudão (“terra dos negros”). É uma região que se estende do Senegal até o leste do rio Níger, não devendo ser confundida com o país de nome Sudão, situado na região nilótica;

3) Bantos: Caracterizam por todos utilizarem o sufixo ntu para designar o ser humano. O prefixo ba designa o plural. Daí a palavra bantu (pessoas), aportuguesada para banto. Ocupam uma vasta área do centro e do sul do continente, abaixo de uma linha que ligaria os Camarões à região dos lagos. Cerca de 70% dos afro-descendentes do Brasil têm ascendência banta, com predominância na região Angola-Congo.

          Há duas referências equivocadas sobre o continente africano, constituindo parte do senso comum e difundido até mesmo por professores, bem intencionados: o termo dialeto para denominar as línguas africanas e tribo para designar a diversidade de organização política e social existente no continente.

        No continente encontramos cerca de duas mil línguas e suas variedades dialetais, sendo que cinqüenta delas são faladas por, pelo menos, um milhão de pessoas; cerca de seis tem mais de dez milhões de falantes. O árabe é a língua oficial de sete países do continente: é falado por mais de 150 milhões de pessoas. O haussa, originário do noroeste da Nigéria, é a língua veicular em sete países, abrangendo cerca de 70 milhões de falantes. Tinha escrita em caracteres árabes, antes da chegada dos europeus. Outra importante língua é o suali (swahili) derivado da influência árabe na costa oriental africana, abrangendo cerca de 65 milhões de pessoas, desde a costa do Índico até a metade oriental do Congo-Zaire. É a língua nacional do Quênia. Outra língua veicular importante é o lingala, utilizada por quase metade da população do Congo-Zaire.

            Além das citadas destacamos ainda outras línguas faladas por uma população de mais de 10 milhões de africanos, como por exemplo, o ioruba, o ibo e o fulani, na Nigéria; o mandiga, em ampla área da África Ocidental; o kirundi – kinyaruanda, comum aos povos hutu e tutsi de Ruanda e Burundi e da diáspora desses povos nos países da região. Na África do Sul, as línguas berbere, zulu e xhosa abrangem cerca de 75% da população, sendo essas últimas as mais usadas. Na Etiópia temos o amárico como língua veicular.

(*)Texto adaptado de PEREIRA, José Maria Nunes. O continente africano: Perfil histórico e abordagem geopolítica das macroregiões. In BELUCCI, Beluce (org). Introdução à história da África e da cultura afro-brasileira. Centro de Estudos Afro-Asiáticos – UCAM/ Centro Cultural Banco do Brasil. Rio de Janeiro, 2003 p. 12-13.

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O CONTINENTE AFRICANO: PERFIL GEOGRÁFICO*

  

         A África, com 30.258.752 km², é o terceiro maior continente em superfície, sendo menor do que a Ásia (43 milhões) e as Américas (42 milhões) e três vezes maior do que a Europa, embora com aproximadamente a mesma população: 800 milhões de habitantes. Concentra apenas cerca de 13% da população mundial; a sua taxa de crescimento, no entanto, é a mais alta do planeta, com média de 2,9%.

         A distância de um lugar do interior até o mar pode alcançar perto de 1.500 km, enquanto que na Europa o máximo é de cerca de 500 km. Predominam os planaltos e a altitude média do continente o que possibilita ao continente ser o maior potencial hidrelétrico do mundo, com destaque para a República democrática do Congo (ex-Zaire; daqui em diante Congo – Zaire).

         O único rio que corre para o norte é o Nilo, o maior do mundo, atravessa o Sudão e o Egito, antes de desaguar no Mediterrâneo.  

         A África tem 75% da sua superfície situada entre trópicos. Somente as suas extremidades (toda a África do Norte e uma parte da República da África do Sul) se encontram em regiões temperadas, de clima mediterrânico. É o mais quente do continente.

         O clima tropical úmido é parecido com o equatorial pela abundancia das chuvas, mas já apresenta uma estação seca. O clima salesiano (próximo a região do Sael, nas “margens” do deserto do Saara) marca a transição para o clima desértico. O Saara é o, maior dos desertos; seus cerca de 8 milhões de km² o fazem do tamanho do Brasil. Ele faz vizinhança, a leste, com os desertos da Líbia e da Núbia. Ao sul temos os desertos da Namibe e do Calaári.

         A cobertura vegetal desempenhou um papel importante na história africana e freqüentemente dificultou o deslocamento e a subsistência das populações.

         Na área central do continente, temos a floresta densa, ou “virgem”, própria da região equatorial; a floresta “clara” é a mais encontrada nas regiões de clima tropical úmido. A formação vegetal mais comum no continente é a savana, com gramíneas e pequenos arbustos e sujeita a longos períodos de seca; é típica dos planaltos.

         O deserto do Saara é um exemplo da adversidade geográfica na história do desenvolvimento do continente. Há pouco mais de 2.500 anos, ele se constituía de uma área verdejante. O seu ressecamento isolou a África Subsaariana da África do Norte e, em conseqüência, das civilizações do Mediterrâneo. A introdução do camelo e a invasão árabe no século VII possibilitaram a ligação entre essas duas partes do continente.  

 (*) Texto adaptado de PEREIRA, José Maria Nunes. O continente africano: Perfil histórico e abordagem geopolítica das macroregiões. In BELUCCI, Beluce (org). Introdução à história da África e da cultura afro-brasileira. Centro de Estudos Afro-Asiáticos – UCAM/ Centro Cultural Banco do Brasil. Rio de Janeiro, 2003 p. 10-11.

 

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Educação e Ações Afirmativas: entre a injustiça simbólica e injustiça econômica

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Coletânea sobre o simbolismo que marca o dia vinte de novembro, Dia da Consciência Negra, nas instituições oficiais. Os textos estão divididos em quatro blocos, a saber: As origens do vinte de novembro e a construção social do racismo; Ações afirmativas como estratégia política; A formação de uma elite intelectual desracializada e a questão da pesquisa científica no Brasil; O sentido e a urgência das ações em curso.

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Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

 

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Publicação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD).Parecer 03/2004, de 10 de março, do Conselho Pleno do CNE, aprovando o projeto de resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, destas diretrizes. Os princípios norteadores são: consciência política e histórica da diversidade, fortalecimento da identidade e de direitos, ações educativas de combate ao racismo e à discriminação.

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