De vagares a vestígios

Vultos Negros na História do Brasil

Mulher Negra: sua situação na sociedade

O Racismo Explicado aos Meus Filhos

ediourolivros_racismo146.jpgO Brasil é um país racista? Cotas para negros em universidades podem ajudar a diminuir o abismo social brasileiro? Buscando responder a essas e outras questões, Nei Lopes, um dos principais pesquisadores brasileiros da cultura africana, faz um panorama da triste história do racismo, desde o antigo Egito até as formas de preconceito racial velado presentes nas sociedades contemporâneas.

A partir dos diálogos de Paulinha e Pedrinho com seus pais, Paulão e Lia, O racismo explicado aos meus filhos expõe momentos estarrecedores da discriminação racial no mundo inteiro e levanta discussões sobre o que pode ser feito para evitar que eles se repitam. Com sua experiência de professor, Paulão discorre sobre a escravidão, o apartheid sul-africano, o genocídio dos judeus na Alemanha de Hitler e movimentos anti-racistas – a favor da igualdade entre pessoas com diferentes cores de pele, culturas e crenças. A família ainda reflete sobre temas difíceis e atuais, como o mito da democracia racial brasileira e as chamadas ações afirmativas.

Escrito de maneira clara e informativa, como uma verdadeira conversa entre pais e filhos, O racismo explicado aos meus filhos é uma apresentação ampla e esclarecedora de uma questão tão complexa quanto fundamental.

Quarta-capa

Paulinha, filha de pai negro e mãe descendente de judeus, chega em casa com um pergunta: por que as pessoas são tratadas de maneira diferente por causa da cor da pele? A partir dessa questão, o professor Paulão e sua esposa, a advogada Lia, começam a discutir diariamente com Paulinha e seu irmão, Pedrinho, a origem e as diversas caras que o racismo assumiu durante milênios. Em O racismo explicado aos meus filhos, o escritor e compositor Nei Lopes faz uma brilhante introdução ao tema. Um amplo e esclarecedor panorama do racismo e de suas manifestações através dos séculos.

 

Sinopse:Um panorama da triste história do racismo, desde o antigo Egito até as formas de preconceito racial velado nas sociedades contemporâneas, é explicado a partir dos diálogos de duas crianças com seus pais.

Título: O Racismo explicado aos meus filhos

Autor: Nei Lopes

Editora: Agir

Gênero: História
Páginas: 206

Preço: R$24,90

Fonte: Meu Lote - Nei Lopes

Terras de Preto no Maranhão: quebrando o mito do isolamento

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Escrito em 1988 e 1989 como relatório final do Projeto Vida de Negro, realizado no âmbito da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e do Centro de Cultura Negra do Maranhão com apoio da Fundação Ford. Várias dificuldades impediram, naquele momento, a sua publicação. Desde então este relatório tem circulado informalmente e tem sido exaustivamente citado em monografias, dissertações, teses e artigos acadêmicos, além de servir de fonte de referência para reivindicações do movimento quilombola, que se estruturou no decorrer da última década e meia.

As informações nele contidas muito contribuíram para as iniciativas que levaram à criação da Associação Nacional das Comunidades Quilombolas e de sua expressão maranhense, a ACONERUQ. De igual modo, propiciaram subsídios para a consecução dos processos jurídico-formais que resultaram no reconhecimento dos quilombos de Frechal, no Município de Mirinzal (MA), e de Jamary dos Pretos, em Turiaçu (MA).

Possibilitaram também argumentos técnicos para as convocatórias dos encontros de comunidades negras rurais realizados no Maranhão desde 1989 e serviram ainda de material pedagógico para os cursos de formação de lideranças quilombolas e para as disciplinas militantes. Esta função pedagógica implícita visa habilitar os membros das comunidades quilombolas a produzirem eles próprios as petições necessárias à abertura dos processos jurídicos de reconhecimento de seus direitos sobre o território.

O relatório possui, neste sentido, uma dimensão aplicada que não se reduz à limitação dos manuais e receituários aplicados a toda e qualquer situação social. Ao contrário, chama a atenção para a complexidade do significado das chamadas Terras de Preto no Maranhão: quebrando o mito do isolamento terras de preto e para as especificidades que as distinguem, expressas nas diferentes designações dos agentes sociais a elas referidos, tais como “herdeiros”, “amocambados” e “quilombolas”; desautorizando qualquer homogeneização açodada. A diversidade de classificações encontradas corresponde à heterogeneidade das autodenominações que aparecem registradas em quadros próprios.

Agora, face a inúmeras solicitações de diferentes associações de comunidades remanescentes de quilombos, de militantes do movimento negro e de pesquisadores académicos, o texto inteiro foi revisto e tornado disponível à publicação. Para a presente edição foram elaboradas achegas e notas de rodapé, bem como foram revistas referências bibliográficas e fontes documentais e arquivísticas. Não obstante estes procedimentos visando dar maior unidade ao texto e transformá-lo em livro, cabe ressaltar que não se rompeu inteiramente com o gênero “relatório”. Assim, foi mantida nos quadros demonstrativos a numeração das chamadas terras de preto correspondente às fichas do Cadastro do PVN. Em virtude disto, cabe advertir aos leitores que os números do Cadastro não obedecem a uma ordem alfabética para listar municípios e povoados e se atêm tão somente ao critério de prioridades da própria ação do PVN, focalizando situações de tensão social e conflito. Isto explica, por exemplo, porque a primeira posição corresponde ao Município de Mirinzal, anunciando já o próximo passo do PVN que privilegiou Frechal como primeira ação para reconhecimento formal de quilombo, ainda em princípios de 1989.

Deve-se atentar, pois, para o fato de que a ordem dos quilombos no Cadastro se distribui pêlos diferentes quadros demonstrativos sem estar necessariamente numa sequência numérica. Em outras palavras, vale dizer que o Cadastro, enquanto instrumento auxiliar de controle dos dados, não foi reproduzido integralmente em quadro próprio, e que suas fichas foram distribuídas por diversos quadros consoante os diferentes temas focalizados.

Acrescente-se ainda que ocorreram alterações na divisão político-administrativa com a recente criação de mais de uma centena de novos municípios no Estado do Maranhão, tornando defasadas algumas localizações. Houve situações de quilombo que foram institucionalizados enquanto Distritos e houve proposta de tornar outras delas Municípios.

O total das situações designadas como terras de preto que foram levantadas deve ser relativizado e disposta a discussões, visando se aprimorar os procedimentos de inclusão no Cadastro e os critérios de seleção que lhes são inerentes.

O propósito de dar a publico este relatório encontra-se atrelado, portanto, à evolução dos acontecimentos sobre os quilombos desde as mobilizações políticas coetâneas aos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte em 1987-88, que contribuíram para publicizar a questão, chamando a atenção da sociedade brasileira para a relevância dos territórios quilombolas e das identidades étnicas correspondentes.

Além dos esforços dos membros da equipe do projeto “Vida de Negro”, cabe ressaltar que Lúcio Mauro Ramos Moraes e Ana Tereza Franco, estudantes de Ciências Sociais, contribuíram nos trabalhos de revisão e na paciente lhos foram executados sob supervisão do antropólogo Alfredo Wagner Fonte: www.ccnma.org.b

Jamary dos Pretos - Terra de Mocambeiros

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Coleção Negro Cosme (vol. II). Edição SMDH/CCN-PVN (1998).

Com o aprofundamento dos trabalhos de delimitação e mapeamento de novas situações sociais identificadas como “terras de preto”, a partir sobretudo da formalização do Quilombo Frechai enquanto reserva Extrativista, o Projeto Vida de Negro definiu como área prioritária de intervenção a região noroeste do Maranhão, limítrofe com o Estado do Pará. Esta região que se estende desde o rio Gurupi até o Vale do Turiaçu, abrangendo todo o Maracaçumé, desde fins do século XVIII concentrou inúmeros quilombos. Turiaçu tratava-se de um porto clandestino de comercialização de escravos e isto dificulta qualquer trabalho de reconstituição em termos quantitativos. Não obstante, a referência a estes quilombos são copiosamente registradas pelas administrações coloniais e imperiais, por relatórios de viajantes, naturalistas e mineradores e também por obras clássicas do direito. O livro do jurista Perdigão Malheiro, A história da escravidão no Brasil, de 1866, assinala, por exemplo, que não apenas o Quilombo de Palmares teve larga duração, mas também o Quilombo de Turiaçu, que segundo ele teria durado mais de 40 anos.

Vivas à Liberdade - a saga heróica da insurreição negra em Viana

A Guerra da Balaiada - a epopéia dos guerreiros balaios na versão dos oprimidos

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Edição CCN/MA (1998). Autor: Magno Cruz.

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Revista Eparrei

A Revista Eparrei é uma publicação semestral da Casa da Cultura da Mulher Negra e pode ser adquirida a partir dos seguintes  e-mails:

 ccmnegra@uol.com.br e ccmnsantos@uol.com.br

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.

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Uma História do Negro no Brasil

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Autores:

Wlamyra R. de Albuquerque
Walter Fraga Filho

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De Olho na Cultura: Pontos de Vista Afro-Brasileiros

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Autores:

Andréa Lisboa de Souza
Ana Lucia Silva Sousa
Heloisa Pires Lima
Marcia Silva

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Literatura Afro Brasileira

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Organizadora: Florentina Souza e Maria Nazaré Lima

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Relações raciais na escola: reprodução de desigualdades em nome da igualdade

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Autor(es): Castro, Mary Garcia; Abramovay, Miriam (Coord.)Editor(es): UNESCO, INEP, Observatório de Violências nas Escolas

Ano: 2006    ISBN: 85-7652-058-3370 p.

A publicação identifica e analisa mecanismos e práticas de preconceito racial existentes nas escolas públicas brasileiras, fazendo nexos com proficiência de alunos brancos e não-brancos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica.

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Discriminação racial nas escolas: entre a lei e as práticas sociais

Autor(es): Silva Junior, HelioEditor(es): UNESCO, UNDPAno: 2002

Por meio do trabalho de compilação dos principais estudos quantitativos e qualitativos sobre discriminação racial e escola, bem como por meio de um inventário da produção legislativa referente ao tema, o autor propõe fórmulas e sugestões necessárias para diminuir as desigualdades entre a população escolar negra e branca. A presente publicação impulsiona o debate sobre as propostas de superação do problema, seja no campo conceitual, seja, sobretudo,  no campo das políticas públicas que tenham por objetivo a promoção da igualdade racial na escola.

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Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal 10.639/03

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Coleção educação para todos; 2)Editor(es): UNESCO, Ministério da Educação, BIDAno: 2005

Resumo: Um dos principais objetivos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação, é oferecer aos profissionais de educação informações e conhecimentos estratégicos para a compreensão e o combate do preconceito e da discriminação raciais nas relações pedagógicas e educacionais das escolas brasileiras. Ao longo de 2004, foram realizados vários Fóruns Estaduais de Educação e Diversidade Étnico-Racial, no intuito de discutir a implementação da lei 10.639, sancionada em 9 de janeiro de 2003. Essa lei torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileiras, valorizando a participação do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. Essa publicação irá ajudar a consolidar o caminho para a construção de uma luta anti-racista sólida no interior do país e na sociedade brasileira.

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Revista Afro-Ásia - Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) - UFBA

Educação e Ações Afirmativas: entre a injustiça simbólica e injustiça econômica

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Coletânea sobre o simbolismo que marca o dia vinte de novembro, Dia da Consciência Negra, nas instituições oficiais. Os textos estão divididos em quatro blocos, a saber: As origens do vinte de novembro e a construção social do racismo; Ações afirmativas como estratégia política; A formação de uma elite intelectual desracializada e a questão da pesquisa científica no Brasil; O sentido e a urgência das ações em curso.

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Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

 

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Publicação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD).Parecer 03/2004, de 10 de março, do Conselho Pleno do CNE, aprovando o projeto de resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, destas diretrizes. Os princípios norteadores são: consciência política e histórica da diversidade, fortalecimento da identidade e de direitos, ações educativas de combate ao racismo e à discriminação.

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Os Orixás do Abdias, Pinturas e Poesia de Abdias Nascimento.

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Os orixás dessas telas resultam das reflexões e aventuras do espírito de Abdias Nascimento no rastro de um problema que, para ele mais do que uma questão artística ou acadêmica é uma exigência vital.

Organizadora: Elisa Larkin Nascimento

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AÇÕES AFIRMATIVAS: ESSE É O CAMINHO.

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Com organização de Maurício pestana a cartilha aborda a questão das cotas nas universidades brasileiras, além da questão do racismo cotidiano muitas vezes despercebido.

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IANSÃ

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Iansã: Iansã é um Orixá feminino muito famoso, sendo uma das mais populares figuras entre os mitos do Candomblé no Brasil, em Portugal e em África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oyá. Para apresentar mais detalhes sobre a história desta importante orixá, a FCP/MinC lança esta cartilha ilustrada falando sobre a orixá, através de belas ilustrações e conta a história de Iansã com uma narrativa criativa e atual.

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ONDE ESTÁ O NEGRO NA TV PÚBLICA

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A Fundação Cultural Palmares, através deste trabalho, fruto de uma criteriosa pesquisa, intitulado - “ONDE ESTÁ O NEGRO NA TV PÚBLICA?” visa, essencialmente, dar a sua parcela de contribuição para esta vital discussão que é a democratização da comunicação no Brasil, em particular das Tvs Públicas. Apresenta uma reflexão profunda sobre os conteúdos atuais e futuros deste importante veículo de comunicação, que é a televisão.

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A GRANDE REFAZENDA

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Idealizada pela Fundação Palmares/Ministério da Cultura, A Grande Refazenda - África e Diáspora Pós II CIAD reúne o olhar de intelectuais e protagonistas do processo de afirmação étnica brasileira sobre as conseqüências trazidas pela Conferência e o CIAD CULTURAL, na construção da democracia racial brasileira e na inter-relação do Brasil com a África e os demais países diásporos.

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