Aqualtune

Princesa do Reino do Congo, Aqualtume foi escravizada juntamente com seu exército de 10 mil guerreiros  após  derrota do mesmo em uma luta entre reinos africanos.  

A bordo de um navio negreiro foi trazida para o  Brasil, chegando ao  Porto de Recife. Aqui foi comprada como escrava reprodutora e levada para região de Porto Calvo, no sul de Pernambuco.

Lá conheceu e fez parte das histórias de resistência dos negros na escravidão, conhecendo então a trajetória de Palmares, um dos principais Quilombos negros durante o período escravocrata. Aqualtune organizou uma fuga junto com outros escravos para o quilombo, onde teve sua ascendência reconhecida, recebendo, então, o governo de um dos territórios quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas.

A princiesa, pertencente a família de Ganga Zumba, de acordo com a historiografia teria sido avó de Zumbi , sendo esse gerado por uma de suas filhas. Em uma das guerras comandadas pelos paulistas para a destruição de Palmares, a aldeia de Aqualtune, que já estava idosa, foi queimada. Não se sabe ao certo a data de sua morte.

 Fontes:
- Caderno de Formação do MNU - Movimento Negro Unificado.
- Dicionário Mulheres do brasil - De 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Jorge Zahar Editor, 2000.

Ana

Fingindo submissão aos capangas de uma fazenda situada na serra do Ibiapaba, no Ceará, onde era escrava, Ana tornou-se líder de uma revolta na mesma. Em 1835, facilitou a entrada dos escravos rebelados à casa grande que a tomaram de assalto, mataram todos os que estavam na casa, e atearam fogo a propriedade.De acordo com historiadores, a revolta ocorreu num contexto de indignação dos escravos da senzala contra os violentos castigos impostos a uma velha escrava que cuidava dos enfermos.Alguns dos escravos revoltos fugiram para  Pernambuco, outros, liderados por Ana, libertaram da cadeia local,  o senhor Jerônimo Cabaceira, proprietário de um sítio na região, preso por ter se recusado a vender suas terras ao Senhor Francisco Carvalho, proprietário dos escravos revoltados.Francisco Carvalho, ausente da propriedade no momento da rebelião era conhecido na região pelos seus atos violentos e autoritários.  Ao tentar retornar foi enforcado por Jerônimo Cabaceira e seus irmãos.

Fontes:
- Caderno de Formação do MNU - Movimento Negro Unificado.
- Dicionário Mulheres do brasil - De 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Jorge Zahar Editor, 2000.

Adelina

Maranhense, da cidade de São Luís, Adelina era filha de uma escrava com um senhor. Seu pai não cumpriu a promessa de libertá-la aos 17 anos de idade como previa a Lei do Ventre Livre. Quando adolescente, seu pai ficou pobre e passou a fabricar charutos.
Adelina tornou-se sua vendedora, circulando pela cidade, a ofertar charutos em bares da cidade e para fregueses avulsos. No Largo do Carmo, onde costumava parar, vendia charutos para os estudantes do Liceu, onde teve a oportunidade de assistir a comícios abolicionistas promovidos por esses.
Com a facilidade em que circulava pela cidade auxiliada pelo conhecimento da escrita e da leitura Adelina era uma importante informante das ações da polícia aos ativistas e ainda ajudava na fuga de escravos, cooperando assim com o movimento abolicionista.

Fontes:
- Caderno de Formação do MNU - Movimento Negro Unificado.

- Dicionário Mulheres do brasil - De 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Jorge Zahar Editor, 2000.

Dragão do Mar/ Francisco José do Nascimento (1839-1914)

Cearense, filho de pescadores e órfão de pai ainda menino, Francisco José do Nascimento, começou a trabalhar cedo como garoto de recado do navio Tubarão, chegando a prático-mor da barra do Porto de Fortaleza. Arrasados pela seca e pelo cólera, entre 1877 e 1879, os grandes proprietários escravistas do Ceará, para minimizar seus prejuízos, procuraram vender seus escravos aos fazendeiros do sudeste, onde havia grande demanda de mão-de-obra em função do cultivo do café. Sendo preciso embarcá-los no Porto de Fortaleza. Em 1980, Francisco como presidente da Sociedade Cearense Libertadora e sob o slogan de “no Ceará não se embarcam escravos”, liderou os jangadeiros, impedindo o embarque de cativos, bloqueando o porto, motivo pelo qual ficou conhecido como Dragão do Mar. Em 1884, o estado foi o primeiro a abolir a escravidão, quatro anos antes do restante do Brasil. Biografia e Vídeo

Cruz e Souza (1861-1898)

Jornalista e professor, João da Cruz e Souza, foi defensor da causa abolicionista e percorreu o Brasil em campanha contra a escravidão e denunciou a acomodação da Igreja Católica sobre a questão. A partir de uma poesia com forte posicionamento político, Cruz e Souza, foi considerado um dos maiores expoentes do simbolismo brasileiro. Biografia e Vídeo

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, precursora da música popular brasileira, enfrentando preconceitos machistas, compôs músicas para 77 peças teatrais e assinou cerca de 2 mil composições. Chiquinha é autora de Ó, abre alas, a primeira marchinha de carnaval do país.Defensora dos direitos autorais dos músicos, foi uma das fundadoras da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, a Sbat, existente até hoje. Socialmente engajada Chiquinha lutou pelo fim da escravidão e apoiou vivamente a causa republicana. Biografia e Vídeo

Carolina Maria de Jesus (1914-1977)

 

Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais, em uma família extremamente pobre de sete irmãos e tendo que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa. Por isso, estudou apenas até o segundo ano primário.

Nos anos 30, mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé ganhando seu sustento e de seus três filhos como catadora de papel. No meio do lixo, Carolina encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada, em forma de diário, dando inicio a uma literatura de denuncia sócio-política de um contexto hegemônico e excludente. Conheci a história de Carolina Maria de Jesus aos treze anos, por acaso, ao trazer um novo livro “Quarto de Despejo”, empoeirado e pechinchado de um sebo. Resultado: encantei-me. Hoje, aos vinte e sete, cientista social e professora, Carolina Maria de Jesus continua me encantando e me ajudando a refletir sobre a dicotomia hegemonia e exclusão. Biografia e Vídeo

Benjamin de Oliveira (1870-1954)

 

 

Até 1938 foi o principal nome do circo brasileiro, provocando uma verdadeira revolução com a dobradinha circo-teatro. Foi aclamado como o rei dos palhaços no Brasil. Biografia e Vídeo

Auta de Souza (1876–1901)

Filha de uma próspera família, Auta de Souza (1876-1901) nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte. Seu pai era proprietário da firma Paula Eloy & Cia. e dirigente local do Partido Liberal. Órfã de mãe aos 2 anos de idade e de pai aos 4 anos, foi criada pela avó.

Filha de uma próspera família, Auta de Souza (1876-1901) nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte. Seu pai era proprietário da firma Paula, Eloy & Cia. e dirigente local do Partido Liberal. Órfã de mãe aos 2 anos de idade e de pai aos 4 anos, foi criada pela avó.

Seu primeiro público, ainda menina, compunha-se de mulheres do povo e velhos escravos. Em 1887, foi estudar no Colégio São Vicente de Paula, dirigido por religiosas francesas. Lá aprendeu francês, leu os clássicos e os místicos. 

 Devido a um diagnóstico de tuberculose, aos 14 anos, Auta de Souza deixou o colégio e retornou à casa da avó, onde completou sua formação intelectual como autodidata, na biblioteca do irmão, Henrique Castriciano, poeta, jornalista e deputado federal pelo Rio Grande do Norte na República Velha.

 Em 1894, fundou o clube do biscoito, que promovia reuniões de declamação, jogos e danças na casa de seus associados. Versejando em português e francês, Auta passou a colaborar na melhor imprensa do seu Estado, antes de completar 20 anos.

Seu livro O Horto, publicado em 1901, prefaciado por Olavo Bilac, foi elogiado pela crítica e lido com avidez tanto por intelectuais como pelo povo, que passou a repetir muitos de seus versos sob a forma de cantigas.

A poetisa Auta de Souza, autora de textos de conteúdo místico e inspiração cristã, inovou ao escrever profissionalmente numa sociedade em que este exercício era reservado exclusivamente aos homens. Seus versos retrataram suas experiências e ficaram bastante conhecidos, ao serem incluídos em várias antologias e manuais de poesia das primeiras décadas do século XX.

 Biografia e Vídeo

Antonieta de Barros (1901-1952)

Ao longo de sua vida, Antonieta atuou como professora, jornalista e escritora. Como tal, destacou-se, entre outros aspectos, pela coragem de expressar suas idéias dentro de um contexto histórico que não permitia às mulheres a livre expressão. Antonieta de Barros notabilizou-se por ter sido a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina. Eleita em 1934 pelo Partido Liberal Catarinense, foi constituinte em 1935. Atuou na assembléia legislativa catarinense até 1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Com o fim do regime ditatorial, ela se candidatou pelo Partido Social Democrático e foi eleita novamente em 1947, desta vez como suplente. Biografia e Vídeo

André Rebouças (1838-1898)

Foi um dos mais ativos militantes do movimento abolicionista brasileiro e um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Escreveu inúmeros artigos no jornal Gazeta da Tarde, estimulou a criação de uma Sociedade Abolicionista na Escola Politécnica, onde lecionou em 1883, e redigiu com José do Patrocínio o Manifesto da Confederação Abolicionista. Ajudou também a redigir os estatutos da Central Emancipadora.

Formado em engenharia pela Escola Central do Exército em 1860, no Rio de Janeiro. Na Europa, especializou-se em fundações e obras portuárias, foi uma das maiores autoridades brasileiras em engenharia ferroviária e hidráulica. De 1865 a 1866, serviu como engenheiro na Guerra do Paraguai. Foi criador das empresas Docas do Rio de Janeiro, Maranhão, Cabedelo, Recife e Bahia. Escreveu ainda diversos artigos de cunho técnico, ligados aos diversos ramos da engenharia.

Biografia e Vídeo

Aleijadinho (1730-1814)

Aleijadinho é considerado um dos maiores expoentes do Barroco Mineiro e o maior artista brasileiro do século XVIII. Foi escultor, arquiteto e entalhador. Sua obra se distribui por cidades como Ouro Preto, São João del Rey, Mariana, Tiradentes e Congonhas. Seus mais importantes trabalhos – como os 12 profetas esculpidos em pedra sabão e as 66 figuras em cedro que reproduzem os passos da Paixão de Cristo, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos – estão em Congonhas do Campo.Biografia e Vídeo

Adhemar Ferreira da Silva (1927- 2001)

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Adhemar Ferreira da Silva foi um grande esportista, bicampeão olímpico, dez vezes campeão brasileiro, pentacampeão sul-americano, tricampeão pan-americano, acumulando ao longo de sua carreira mais de 40 títulos e troféus internacionais. Segundo o pesquisador Nei Lopes, foi o maior campeão olímpico brasileiro do século XX.

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