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Sexta-Feira, 7 Março, 2008 — Profª Nágila Oliveira dos SantosABC África
Escrito por Profª Nágila Oliveira dos Santos em Quarta-feira, 20 fevereiro, 2008
IRÃ-FRANÇA (2001)84 minutos, coloridoEm meados dos anos 80, a Uganda sofria com a devastação causada pela guerra civil. A conseqüência: milhares de mortos e um número ainda maior de crianças órfãs. Nesse contexto surgiu a Uweso (Uganda Women Effort to Save Orphans), entidade que tenta, desde então, dar assistência e condições de vida aos milhares órfãos da guerra.
Mais de quinze anos depois, a guerra civil parece ter cessado. A Uweso continua o seu trabalho de ajuda das crianças órfãs. Entretanto, o motivo agora não é mais a guerra, mas sim algo mais cruel e devastador: a AIDS, aliada ao descaso mundial, não apenas com o pequeno país, mas com todo o continente africano. Em 2000, os órfãos ugandenses somavam 1,6 milhão num total de 22 milhões de habitantes. Em um ano, dois milhões de adultos morreram da doença. E os números tendiam a aumentar.
Para alertar o mundo para tal tragédia, a ONU decidiu chamar o diretor iraniano Abbas Kiarostami para registrar o trabalho da Uweso. O resultado pode ser visto no documentário ABC África. Trata-se de um filme de encomenda, portanto.
O filme ABC África rendeu algumas experiências inéditas na vida do consagrado diretor iraniano Abbas Kiarostami. Pela primeira vez ele rodou um filme fora do Irã. Também inédita foi a utilização de câmeras e tecnologia digitais. O diretor viu ainda modificada toda a visão que tinha da África. “Honestamente, eu não tinha nenhum conhecimento sobre o continente africano além daquele que recebia pela mídia, mas devo acrescentar que esse conhecimento foi totalmente transformado depois dessa experiência”, diz o cineasta. Tudo começou em abril de 2000, quando Kiarostami viajou para Kampala (Uganda) a convite do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD), associação humanitária mantida pela ONU. Durante dez dias filmou as histórias de centenas de crianças e adolescentes, todos órfãos, cujos pais foram vítimas da Aids, doença que já deixou 1,6 milhão de órfãos no país. O convite era para que registrasse a ação da Uweso (Uganda Women’s Effort to Save Orphans), uma associação de mulheres ugandenses que trabalha para a salvação de centenas e milhares de órfãos da Aids no país. O registro rendeu um documentário tocante, repleto de risos e lágrimas e marcado por desilusões e esperanças.
Fotografia: Seifollah Samadian.
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• Literatura, Mito e Memória
• A África na sala de aula: questionamentos e estratégias
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AGÔ! Cantos sagrados de Brasil e Cuba
Artista: Agô!
Gravado em novembrode 2001, entre Cuba e Salvador, sob a direção artística de Guga Stroeter, com os ogãns Sapopemba e Valdemar, o violonista e arranjador Dino Barioni, o percussionista Ari Colares e os tecladistas cubanos Pepe Cisneros e Yaniel Mattos. O CD tem participações do compositor baiano Gerônimo, Teresa Polledo – cantora do grupo folclórico nacional de Cuba – e Carlinhos Brown, que produziu três faixas com o ogân Tata Monalê, as Filhas de Ozaze e Faromí Rose. O projeto mostra as raízes comuns Iorubá de Brasil e Cuba através de cantos dedicados aos orixás. Uma compilação de ritmos e cantos de terreiro tratados como canção, com a inserção de harmonia e influências do jazz nos temas de tradição africana, que são repetidos há séculos apenas com voz e percussão. Onde comprar:
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